Leia o texto de Antonio Prata, a seguir, para responder à questão.
Nada me deixava mais tranquilo do que os sons da máquina de escrever vindos do quarto ao lado. Era meu pai,
escritor, que trabalhava depois que todos haviam ido dormir.
O batuque no teclado, o ronco grave do rolo girando com o
papel e a sineta do carro tilintando ao ser devolvido à posição
inicial – plim! – me garantiam a presença de um adulto, ali ao
lado: se não ao alcance das mãos, ao menos dos ouvidos.
O ritmo caótico, mas contínuo – como chuva no telhado –,
era ainda melhor do que a música de ninar, cadenciada, pois
sugeria que mesmo em meio à confusão poderia haver harmonia. Sob esse cafuné auditivo, o mundo desaparecia, sem
violência, depois voltava a existir, quando eu menos esperasse, iluminado: plim!
Prata, Antonio. Nu, de botas p.15 – 1ª ed. – São Paulo:
Companhia das Letras, 2013. (Excerto adaptado)
A(s) forma(s) verbal(is) destacada(s) na seguinte passagem do texto remete(m) à ideia de recorrência dos eventos relatados pelo narrador: