Em áreas periurbanas de expansão desordenada, surtos de leishmaniose visceral têm sido associados ao aumento da densidade de flebotomíneos e à presença de cães sem controle sanitário, produzindo um cenário complexo em que fatores ambientais e biológicos interagem para manter a transmissão. Durante uma investigação epidemiológica em uma comunidade afetada, observou-se grande quantidade de matéria orgânica acumulada, circulação intensa de cães e ausência de ações sistemáticas de vigilância. Diante dessa conjuntura, um profissional de saúde pública deve identificar o principal componente da cadeia epidemiológica que sustenta a transmissão da doença. Assim, pergunta-se: qual elemento representa o reservatório primário da Leishmania infantum no ciclo urbano da leishmaniose visceral?