Texto para a questão a seguir:
A Lenda da Gárgula
As gárgulas são figuras esculpidas em pedra,
comumente encontradas na arquitetura de
catedrais medievais, que capturam a
imaginação popular há séculos.
Frequentemente retratadas como criaturas
monstruosas e grotescas, sua presença
imponente no alto de edifícios sagrados
parece contraditória. No entanto, essas
esculturas não são meros adornos; elas
carregam uma rica bagagem de lendas e
simbolismos que explicam sua função tanto
prática quanto espiritual, servindo como
guardiãs silenciosas que observam a cidade
do alto.
A origem do termo e da lenda mais famosa
remonta à França do século VII, na cidade de
Rouen. Conta a história que um temível
dragão chamado "La Gargouille" aterrorizava
a região, emergindo do rio Sena para cuspir
água, inundar terras e devorar barcos e
habitantes. A criatura era tão poderosa que
os cidadãos, desesperados, ofereciam-lhe um
sacrifício humano anual para aplacar sua
fúria e garantir que o resto da população
fosse poupado de sua ira destrutiva.
A situação mudou com a chegada de
Romanus, um clérigo que mais tarde se
tornaria São Romano de Rouen. Prometendo
livrar a cidade do monstro em troca da
conversão de seus habitantes ao
cristianismo, ele enfrentou La Gargouille.
Usando apenas a sua fé e o sinal da cruz,
Romanus conseguiu domar a criatura,
amarrando-a com sua estola e conduzindo-a
de volta à cidade, onde foi condenada à
morte e queimada em uma grande fogueira
na praça pública.
Da carcaça incinerada do dragão, porém, uma
parte permaneceu intacta: sua cabeça e seu
pescoço, que, por terem sido constantemente
expostos ao fogo expelido pela própria criatura, haviam se tornado imunes às
chamas. Como um troféu e um aviso, a
cabeça de La Gargouille foi montada na
fachada da nova igreja da cidade. Essa se
tornou a primeira gárgula, estabelecendo o
precedente para que outras catedrais
adotassem figuras semelhantes, não apenas
como um sistema para escoar a água da
chuva (função prática que deu origem ao
nome, do francês "gargouiller", gargarejar),
mas também como um símbolo de proteção,
que afasta os maus espíritos e lembra aos
fiéis que, enquanto o mal existe do lado de
fora, dentro da igreja eles encontrarão a
salvação.
No excerto "...catedrais medievais, que capturam
a imaginação popular há séculos", o termo "que"
desempenha a função sintática de: