A construção histórica da tolerância religiosa envolveu complexos processos de negociação entre maiorias e minorias, poder estatal e autonomia religiosa, universalismo e particularismo. Da Paz de Westfália (1648) ao moderno pluralismo constitucional, diferentes modelos emergiram: tolerância negativa (mera não-interferência), tolerância positiva (reconhecimento ativo) e o ideal contemporâneo de igual cidadania independente de filiação religiosa. No Brasil, a transição do catolicismo oficial imperial para o Estado laico republicano, somada à diversidade religiosa única (incluindo religiões afro-brasileiras, espiritismo e crescente pluralismo cristão), criou desafios e oportunidades específicos. Avalie as proposições sobre tolerância religiosa e assinale a alternativa CORRETA.