Durante uma reunião pedagógica em uma escola pública localizada em região periférica urbana, a equipe multiprofissional debateu a recorrente evasão escolar entre alunas adolescentes negras, moradoras da comunidade. A assistente social da escola, ao analisar e realizar visitas domiciliares, identificou múltiplos fatores: responsabilidade precoce com o cuidado de irmãos mais novos; ausência de equipamentos públicos no território; relatos de assédio no percurso até a escola; e baixa expectativa familiar em relação à continuidade dos estudos pelas meninas. A partir desse caso, a profissional propôs uma atuação articulada com o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e o Conselho Tutelar, além de oficinas com famílias e professores para problematizar as desigualdades de gênero e raça presentes no cotidiano escolar e familiar. Com base nos fundamentos do serviço social e na análise crítica da questão social, trata-se da natureza da intervenção profissional realizada pela assistente social: