A “cor” no Brasil funciona como uma imagem figurada de
“raça” (Guimarães, 2009), assim, alguém só pode ter cor e ser
classificado num grupo de cor se existir uma ideologia em que a cor
das pessoas tenha algum significado. A cor, assim, é própria da
cultura, do social e é simbólica, e não uma simples característica
fenotípica da fisiologia humana. Ainda, para Guimarães (2009), as
pessoas têm cor apenas no interior de ideologias raciais. Isso
significa dizer que a cor da pele apenas tem significado no
arcabouço de uma ideologia racial que classifica e marca as pessoas
e os grupos como brancos, negros, pardos e amarelos. E tais classificações não são inocentes e sem significados associados que
hierarquizam e distinguem as pessoas em uma sociedade marcada
por discriminações e atos de racismo.
GUIMARÃES, Antônio Sérgio Alfredo. Racismo e Antirracismo no Brasil. São Paulo: Editora 34, 2009.
Considerando o enunciado, assinale a afirmação correta.
GUIMARÃES, Antônio Sérgio Alfredo. Racismo e Antirracismo no Brasil. São Paulo: Editora 34, 2009.
Considerando o enunciado, assinale a afirmação correta.