Leia:


Chegou mais um livro de Jamil Snege.


Quem avisava era a livreira Cida. Ao vivo ou por telefone.


E a gente ia lá comprar. Eu comprava mais de um exemplar. Para fazer circular, dar de presente.


Snege mesmo distribuía a sua obra. E Cida, em São Paulo, recebia os pacotes. E alardeava. Quem primeiro me falou de Jamil Snege foi Marçal Aquino. Vá lá na Cida. Ela tem.


Sim, nos encantava a linguagem do autor. A concisão, o humor. E também esse jeito amador. Essa guerrilha. De ele mesmo soltar os livros por aí. E cuidar das edições. E gostar deste contato estreito com o leitor. [...]


Nas minhas oficinas literárias, não canso de falar da pequena grande obra de Jamil. E de como ele ainda é moderno, antenado, necessário, sempiternamente. Os bons leitores entendem o recado.


MARCELINO FREIRE


SANCHES NETO, Miguel. Roteiro literário Jamil Snege. Curitiba: Biblioteca Pública do Paraná,2017. p.2. Disponível em: https://www.bpp.pr.gov.br/sites/biblioteca/arquivos_restritos/files/documento/20 21-03/roteiro_literario_jamil_snege.pdf acesso em 16.8.26



O texto de apresentação do “Roteiro literário Jamil Snege” recorre a estruturas sintáticas predominantemente