Em Seca Seculorum, flagelo e mito na economia rural piauiense, Manuel Domingos Neto e Geraldo Almeida Borges (1983), ao tratarem da intervenção produzida pelo Poder Público na zona “flagelada pela seca” afirmaram que: Trata-se de uma intervenção bastante antiga e que se caracterizou pela insistência em determinadas práticas de efeitos sociais marcadamente negativos. Se não deteve os “efeitos da seca” passou a fazer parte integrante das condições objetivas em que essa emergia. Como saldo, essa intervenção não ofereceu exatamente uma redução nas proporções do fenômeno, mas, sim, sua perpetuação, mesmo que com roupagem levemente retocada.
(DOMINGOS NETO, Manuel e BORGES, Geraldo Almeida. Seca Seculorum, flagelo e mito na economia rural piauiense. Teresina, Fundação Cepro,1983, p.121)
Sobre a intervenção do Estado ante a seca no Nordeste/Piauí, os autores afirmam que