“No século III, a inquietação eram as grandes verdades e o destino da alma; daí o sucesso do neoplatonismo junto dos intelectuais. [...] O cristianismo primitivo deveu seu rápido sucesso inicial, junto a uma elite, a sua grande originalidade, a de ser uma religião de amor [...]. Para quem recebia a fé, a vida se tornava mais intensa, organizada e posta sob uma grande pressão. O indivíduo devia enquadrar-se em uma regra que para ele se tornava um estilo de vida, [...] mas, a esse preço, sua existência recebia de repente uma significação eterna no contexto de um plano cósmico, coisa que não lhe dariam nem as filosofias nem o paganismo. Este último mantinha a vida humana tal como era, efêmera e feita de detalhes.”
(VEYNE, Paul. Quando nosso mundo se tornou cristão. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,2010. pp.15-16.)

No excerto, o historiador francês Paul Veyne (1930-2022) destaca que o cristianismo conquistou prestígio entre as elites intelectuais do século III. Com base nessa perspectiva, assinale a alternativa correta.