“O crash da Bolsa de Nova York (em outubro de 1929) foi acompanhado de longe pelo grande público, apesar dos suicídios de especuladores arruinados, atirando-se pelas janelas dos prédios de Manhattan, terem aparecido nas capas dos jornais. Enquanto se multiplicavam as falências e demissões, o pânico monetário e financeiro e as bancarrotas estatais, o primeiro plano da cena era ocupado por peritos governamentais e encontros diplomáticos. [...] Uma monstruosa desordem material e humana. Locomotivas brasileiras consumiam o café que não mais podia ser vendido [...], estoques se acumulavam, empresas fechavam suas portas; milhões de pessoas se viam sem emprego, portanto sem recursos e sem dignidade, na maioria das vezes sem proteção social, incapazes de pagar seus aluguéis, reduzidas à espera das distribuições gratuitas de alimentos e agasalhos, levadas ao despejo, à mendicidade, à revolta.”
(GAZIER, Bernard. A crise de 1929: uma breve introdução. São Paulo: L&PM,2009. p.4.)
Considerando a relação entre a crise de 1929 e as características estruturais do capitalismo, marque a alternativa correta.
(GAZIER, Bernard. A crise de 1929: uma breve introdução. São Paulo: L&PM,2009. p.4.)
Considerando a relação entre a crise de 1929 e as características estruturais do capitalismo, marque a alternativa correta.