O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como a presença de microplásticos no corpo pode afetar nossa saúde?
Partículas de plástico já foram encontradas no cérebro humano, em artérias, placentas, cordões umbilicais, fígados, rins, pulmões e testículos. Também há evidências de que estão circulando no nosso sangue. A cada novo estudo científico, a onipresença desses resíduos ganha contornos mais preocupantes: se antes o plástico era considerado principalmente um problema ambiental, acumulando-se nas praias ou em ilhas flutuantes nos oceanos, agora ele está dentro de nós — e pode prejudicar também nossa saúde.
Um estudo publicado em 2024 detectou plásticos em artérias e presença dessas partículas foi associada a um risco maior de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) ou morte em comparação a pacientes cujas artérias estavam livres de plástico. Já um trabalho publicado em fevereiro deste ano confirmou a presença de microplásticos em cérebros, rins e fígados de cadáveres. As partículas foram encontradas em todos os tecidos cerebrais analisados, com predominância do polietileno, material de sacolas plásticas e embalagens de alimentos.
"A situação está em um ponto muito crítico, porque já passou de uma poluição externa, de vermos plástico espalhado por todo lugar e principalmente nos oceanos. Agora também é algo que está dentro de todos nós", resume a enfermeira e pesquisadora Lis Leão.
O alerta também vem da Organização Mundial da Saúde (OMS): embora reconheça que as evidências sobre os riscos ainda são limitadas, a entidade classifica os microplásticos como contaminantes emergentes e recomenda mais pesquisas, além de medidas para reduzir a exposição. Em 2022, a OMS reforçou a necessidade de monitoramento contínuo e advertiu que, mesmo sem comprovação direta de danos à saúde, o simples fato de essas partículas estarem sendo detectadas em órgãos humanos é motivo suficiente para preocupação.
A médica patologista Thais Mauad, professora da Universidade de São Paulo (USP), compartilha dessa preocupação e diz imaginar que não exista um ser humano sem plástico circulando no corpo. "Acredito que todo mundo que esteja em meio urbano, que tenha contato com alimentos, que compra comida nos mercados, está comendo plástico", afirma.
(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2025/08/como-a-presenca -de-microplasticos-no-corpo-pode-afetar-nossa-saude.ghtml. Acesso em: 19 ago.2025. Adaptado.)
Assinale a única alternativa em que a expressão entre parênteses representa um sinônimo da palavra destacada nas frases a seguir, retiradas do texto: