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De acordo com o texto, é possível afirmar que:

I. Carlos Drummond de Andrade, ao colecionar vários textos publicados a respeito de seu poema "No meio do caminho tinha uma pedra", pode entrar em contato com diversas leituras e compreensões do poema. Ele se surpreendeu com as dimensões que seu poema alcançou, positiva e negativamente, ressignificando a peça central do texto, a pedra, e extrapolando a própria compreensão que ele tinha daquilo que escrevera, ao ponto de publicar uma "biografia do poema" a partir desses recortes colecionados.
II. Fernando Paixão, também poeta, reconhece a influência da poesia de Drummond, mas afirma que, do estranhamento à influência, a pedra drummondiana se tornou uma pedra, um obstáculo em seu caminho poético, levando-o a dúvidas e interrogações. Hoje, Paixão admira a lição de concisão e de minimalismo que o objeto central do poema de Drummond lhe ensinou, provando que, com poucas palavras, também é possível fazer boa poesia.
III. O poema "No meio do caminho", de Drummond, diz o seguinte: No meio do caminho tinha uma pedra/ tinha uma pedra no meio do caminho/ tinha uma pedra/ no meio do caminho tinha uma pedra./ Nunca me esquecerei desse acontecimento/ na vida de minhas retinas tão fatigadas./ Nunca me esquecerei que no meio do caminho/ tinha uma pedra/ tinha uma pedra no meio do caminho/ no meio do caminho tinha uma pedra . O título do texto, "A pedra reiterada", remete não apenas à repetição da palavra "pedra", no poema, como também à permanência viva do poema na cena literária brasileira. O poema é, desde que publicado, repetidamente lido, criticado e analisado, tornando-se objeto de inspiração de outros poetas, ecoando reiteradamente e sendo contraponto à poesia comedida, cuja vida é curta.

É correto o que se afirma em: