“Os romanos viviam num medo absurdo dos escravos, como nossos contemporâneos que têm dobermanns. Pois o escravo, esse ser naturalmente inferior, é um familiar, a quem se ‘ama’ e pune paternalmente e pelo qual cada um se faz obedecer e ‘amar’. Tanto que sua relação com o senhor é perigosa, pois ambivalente: o amor de repente pode se transformar em ódio [...]” (Veyne, 2009). A respeito da escravidão durante o Império Romano, analise a sentença abaixo:

A escravidão não se limitava a uma simples relação de produção. Os diversos escravos exerciam funções variadas na economia, na sociedade e até mesmo na política e na cultura; um pequeno número deles alcançava riqueza ou poder superiores aos da maioria dos homens livres (1ª parte). Essa situação não estava relacionada à origem étnica. A escravização de povos vencidos e o comércio nas fronteiras do Império representavam apenas uma fração reduzida da força de trabalho servil; a maior parte dos escravos provinha do chamado rebanho servil, do abandono de crianças ou da venda de homens livres que caíam em condição de cativeiro (2ª parte). Além disso, os filhos de escravas pertenciam automaticamente ao senhor, independentemente da identidade do pai. Por fim, a pobreza levava pessoas sem recursos a vender seus recém-nascidos a traficantes, enquanto muitos adultos se entregavam à escravidão para evitar a fome. Alguns, movidos por ambição, recorriam a essa prática para se tornar administradores de nobres, ou até tesoureiros imperiais (3ª parte).

Quais partes estão corretas?