De acordo com Ana Rosa Cloclet da Silva e Gabriel Cid (2022), “aquelas décadas serviram de laboratório político para se ensaiarem, dificultosamente – e muitas vezes por meio de guerras civis – diferentes e inéditas formas de articulação destas soberanias, que comportaram desde os governos de tipo federalista até os Estados definidos de maneira centralista e unitária, passando-se ainda por projetos políticos de caráter supraestatal, como demonstram os casos da Gran-Colômbia, da República Federal de Centro-américa, ou a Confederación Perú-Boliviana, em meados da década de 1830. Estas diferentes escalas de análise colocam em evidencia a profunda historicidade das fronteiras estatais, a difícil definição de seus contornos e a plasticidade das dinâmicas de interação entre o local e o nacional”. Considerando a diversidade ideológica apresentada no texto, dentro do contexto de emancipação das colônias na América Espanhola, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) O antigo Vice-Reino do Rio da Prata não se dividiu apenas em Paraguai, Bolívia, Argentina e, depois, Uruguai. Na Argentina, setores “localistas” impediam a formação de Estados centralizados na região. Somente na década de 1860, a Argentina foi plenamente unificada.

( ) Os defensores das propostas “unitárias” argumentavam que apenas governos centralizados seriam capazes de conter um eventual esforço recolonizador da Espanha ou as tentativas da invasão por parte de outros países europeus, aproveitando o momento de fragilidade das ex-colônias.

( ) Em geral, os “unitários” eram originários da elite criolla. Defendiam o predomínio da cidade sobre o campo e a submissão da produção rural à lógica de organização econômica estabelecida pelos comerciantes e banqueiros urbanos.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: