O tratamento de água é um conjunto de processos físicos e químicos que transformam a água de mananciais, que pode conter impurezas, microrganismos e substâncias químicas nocivas, em água potável segura para o consumo humano e outros usos. Esse processo é vital para a saúde pública, pois elimina vírus, bactérias e parasitas que causam doenças como cólera, hepatite A e esquistossomose, além de remover poluentes que podem afetar a saúde e a qualidade da água. As fases consistem em pré-cloração, pré-alcalinização, coagulação, floculação, decantação, filtração, pós - alcalinização, desinfecção e fluoretação. Durante todo o processo é realizado um rígido controle, por meio de análises laboratoriais para atender os padrões de potabilidade exigidos pelo Ministério da Saúde. Após o tratamento, a água é armazenada em reservatórios, normalmente situados em pontos mais altos para facilitar a entrega à população. Existem também estações elevatórias ou unidades de bombeamento para impulsionar a água e facilitar sua distribuição.
Depois do uso da água geramos o esgoto que é a água residual de uso humano que contém matéria orgânica, produtos químicos, lixo e microrganismos, sendo classificado em doméstico, industrial e pluvial. Esta diferenciação é importante, porque cada tipo possui substâncias diferentes, e são necessários sistemas específicos para o tratamento dos resíduos. A sua não coleta e tratamento adequados são responsáveis pela contaminação de rios e mares, por doenças na população, desequilíbrio ecológico e degradação ambiental. Um sistema de esgoto básico inclui redes de coleta, estações elevatórias e estações de tratamento (ETEs) que processam os efluentes antes do seu descarte seguro.
Os sistemas de transporte de água de abastecimento e de coleta de esgotos sanitários devem ser respectivamente, projetados e calculados como: