“O desabamento do lixão operado pela empresa Ouro Verde, em Padre Bernardo, município goiano no Entorno do Distrito Federal, no dia 18 de junho, resultou em impactos ambientais graves. As águas do córrego Santa Bárbara, afluente do rio do Sal, foram contaminadas com centenas de toneladas de resíduo. A tragédia, considerada “anunciada” pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad), expôs uma série de omissões judiciais e descaso com as normas ambientais. Segundo laudos divulgados pela Semad, análise realizada com sonda multiparamétrica no córrego identificou alta presença de sólidos totais dissolvidos (TDS), alteração na salinidade e redução do pH da água – indicativos de presença de metais pesados, como mercúrio, chumbo e cádmio, substâncias presentes no chorume. Em um dos pontos analisados a jusante do lixão, o TDS chegou a 1.580 mg/L, mais do que o triplo do limite estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que é de 500 mg/L.”
Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2025/06/27/desabamento-de-lixao-em-padre-bernardo-go-contamina-corrego-com-chorume/
Uma das maneiras de avaliar o impacto ambiental no rio mencionado na reportagem será a medição e o controle da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) ao longo do seu corpo hídrico, verificando a carga de poluição orgânica e como a mesma se reduz com o passar do tempo.
A DBO é a quantidade de oxigênio dissolvido consumida por microrganismos para degradar matéria orgânica numa amostra de água, medindo assim a poluição orgânica. É um indicador essencial da qualidade da água e da eficácia do tratamento de efluentes, sendo que valores elevados de DBO indicam alta carga de poluição orgânica, como a de esgotos.
A DBO de uma amostra de efluente industrial ou de água é a quantidade de oxigênio necessária para oxidar a matéria orgânica por decomposição aeróbia. Quando a amostra é guardada por 5 dias em uma temperatura de 20 °C, ela é referida como DBO5,20 . Esta informação geralmente é utilizada como um dos parâmetros de verificação da qualidade da água.
A seguir apresentaremos a classificação de um curso d’água em função da sua DBO₅, ₂₀.

O quadro a seguir apresenta o resultado em diferentes unidades, referente às amostras coletadas em cinco seções/regiões do corpo hídrico em análise.

Considerando que pode ocorrer autodepuração no corpo hídrico, em qual seção dele a água pode ser classificada, como “limpa”?