Digo que um animal, uma espécie, um indivíduo está corrompido quando perde seus instintos, quando escolhe, prefere o que lhe é desvantajoso. Uma história dos “sentimentos superiores”, dos “ideais da humanidade” — e é possível que eu tenha de escrevê-la — também seria quase a explicação de por que o homem se acha tão corrompido.
A vida mesma é, para mim, instinto de crescimento, de duração, de acumulação de forças, de poder: onde falta a vontade de poder, há declínio. Meu argumento é que a todos os supremos valores da humanidade falta essa vontade — que valores de declínio, valores niilistas preponderam sob os nomes mais sagrados.
Friedrich Nietzsche. O anticristo. Paulo César de Souza (Trad.). São Paulo: Cia. das Letras,2007, p.6.
Considerando o trecho precedente e o lugar que ele ocupa na filosofia moral nietzschiana, assinale a opção correta.