No contexto dos debates contemporâneos sobre epistemologia social e construção do conhecimento, a filósofa Miranda Fricker desenvolveu o conceito de "injustiça epistêmica". Nesse sentido, considere a situação a seguir.


Durante décadas, mulheres que relatavam experiências de assédio sexual no ambiente de trabalho tinham suas narrativas sistematicamente desacreditadas ou minimizadas. Além disso, a ausência de um vocabulário conceitual adequado e socialmente legitimado para nomear essas experiências dificultava tanto a articulação individual dessas vivências quanto o reconhecimento coletivo do fenômeno.


Qual alternativa interpreta adequadamente essa situação à luz da teoria de Fricker sobre as dimensões sociais da produção de conhecimento?