Leia o seguinte fragmento de Heráclito (DK B50):


“É sábio dizer, ouvindo não a mim, mas ao logos, que tudo é um.”


Um professor solicita aos estudantes que interpretem criticamente essa passagem, considerando o uso de recursos retóricos e o problema filosófico central. Três estudantes apresentam as seguintes leituras:


Estudante 1: "Heráclito usa paradoxo retórico ao dizer 'ouvindo não a mim', criando tensão entre autoridade do filósofo e autoridade do Logos, sugerindo que verdade transcende porta-vozes individuais."

Estudante 2: "A tese 'tudo é um' significa que não existem diferenças reais no mundo, sendo a multiplicidade ilusão dos sentidos, como defenderia Parmênides."

Estudante 3: "O fragmento expressa questão epistemológica: como distinguir conhecimento verdadeiro (Logos) de opiniões particulares (mim)? A unidade referida pode ser entendida como princípio ordenador subjacente à aparente multiplicidade."


Sobre as interpretações dos estudantes é correto afirmar que: