O trabalho com famílias é uma demanda histórica e cotidiana no exercício profissional do assistente social, presente nas mais diversas políticas públicas (assistência social, saúde, sociojurídico, etc.). A concepção de família, no entanto, foi revista criticamente pela profissão. Superou-se a visão tradicional, moralista e nuclear (burguesa) de família, assim como a perspectiva que a culpabilizava pelas mazelas sociais. A abordagem crítica contemporânea entende as famílias como grupos sociais complexos, heterogêneos, marcados por contradições e atravessados pelas determinações da 'questão social', como o desemprego, a precarização do trabalho e a ausência de políticas públicas. Assim, analise as afirmativas a seguir:

I.A abordagem crítica do Serviço Social compreende a família como uma instituição contraditória, que pode ser espaço de proteção e afeto, mas também de opressão e violência, sendo fundamental analisá-la em sua diversidade de arranjos e em sua relação com o Estado e o mercado.
II.A intervenção profissional deve focar na responsabilização e culpabilização exclusiva da família pela situação de pobreza ou vulnerabilidade de seus membros, desconsiderando os determinantes estruturais.
III.O objetivo do trabalho com famílias na ótica do projeto ético-político é o 'ajustamento' familiar, buscando enquadrar todos os arranjos no modelo tradicional nuclear e heteronormativo.

Está correto o que se afirma em: