Leia o texto a seguir para responder à questão.
Rica infância
Como eram puras e simples as brincadeiras da minha infância! Quem teve o privilégio de morar na roça ou no interior sabe do que estou falando. Das brincadeiras de pique às cantigas de roda, passando pela cobra cega, rodar arco, puxar caminhãozinho de lata carregado de sabugos, armar arapuca, caçar de estilingue, jogar birosca com bolinhas de gude coloridas, rodar peão, empinar papagaio ou pipa, tomar banho de rio, pescar lambari de peneira, caçar com espingarda “pica-pau”, brincar de casinha com as primas, amarelinha, passar anel, garrafão, cinco Marias, queimada, esconde-esconde e tantas outras.
Eram infinitas as opções que tínhamos. Hoje não vejo mais as crianças se divertindo com a mesma pureza e intensidade daquele tempo. O tal computador, televisão e outros eletrônicos roubaram a alma da ingenuidade infantil. As crianças hoje são mais adultas, ocupadas, estressadas, egoístas e até mais desconfiadas.
Também pudera, são tantas facilidades para acessarem o mundo eletrônico que pouco estão se lixando com o que acontece ao seu redor. Culpa delas? Não, afinal, se existe alguém culpado nessa história, além do galopante progresso, são os próprios pais, que não sabem dosar as horas em frente a tudo isso. (...)
PICCININ, Osvaldo. Rica infância. Ruralcentro (Adaptado). Disponível em <https://www.ruralcentro.com.br/analises/rica-infancia3286>..