Concurso:
UFAC
Disciplina:
Sociologia
Segundo o sociólogo peruano Aníbal Quijano e o filósofo argentino Enrique Dussel, o eurocentrismo é uma atitude colonial em relação ao conhecimento, que se articula de forma simultânea com o processo das relações centro-periferia e as hierarquias étnico-raciais. A superioridade atribuída ao conhecimento europeu em muitas áreas da vida foi um aspecto importante da colonialidade do poder no sistema-mundo. Os conhecimentos subalternos foram excluídos, omitidos, silenciados e ignorados. Desde o Iluminismo, no século XVIII, esse silenciamento foi legitimado com base na ideia de que tais conhecimentos representavam uma etapa mítica, inferior, pré-moderna e pré-científica do conhecimento humano. Somente o conhecimento gerado pela elite científica e filosófica da Europa era tido como “verdadeiro”, pois era capaz de se abstrair de seus condicionamentos espaço-temporais para se situar em uma plataforma neutra de observação.
Santiago Castro-Gómez e Ramón Grosfoguel. Prólogo. Giro decolonial, teoría crítica y pensamiento heterárquico. In: Santiago Castro-Gómez e Ramón Grosfoguel. El giro decolonial. Bogotá: Siglo del Hombre Editores,2007, p.20 (com adaptações).
Com base no texto precedente, assinale a opção correta.
Santiago Castro-Gómez e Ramón Grosfoguel. Prólogo. Giro decolonial, teoría crítica y pensamiento heterárquico. In: Santiago Castro-Gómez e Ramón Grosfoguel. El giro decolonial. Bogotá: Siglo del Hombre Editores,2007, p.20 (com adaptações).
Com base no texto precedente, assinale a opção correta.