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Em 2024, a escritora Conceição Evaristo se tornou a primeira mulher negra a tomar posse na Academia Mineira de Letras e Ailton Krenak, o primeiro indígena a integrar a Academia Brasileira de Letras. Ao romper com uma longa história de exclusão de indígenas e negros/as dos meios literários no Brasil, as academias de letras têm paulatinamente reconhecido a importância da contribuição de línguas, usos, formas e expressões dos diferentes povos que historicamente constituíram o país.
Nesse contexto, produções contemporâneas têm assinalado a importância das memórias na reconfiguração do atual cenário cultural. O papel desempenhado pela literatura nesse processo aparece indicado, nos textos 1 e 2, por um tratamento literário da memória que se caracteriza pela