A Psicologia Social no Brasil, ao longo de sua trajetória, sofreu influências de movimentos internacionais e contextos sociopolíticos internos. A criação do primeiro curso de psicologia em 1946 na USP é um marco importante, mas a disciplina, especialmente a psicologia social, passou por questionamentos profundos nas décadas de 1960 e 1970, influenciada por uma crise conceitual global. Nesse cenário, a análise institucional, com suas raízes na França e na Argentina, ganhou destaque no Brasil, muitas vezes associada a um período de exílio de psicanalistas argentinos devido ao contexto político.