A análise da marcha em pacientes neurológicos, notadamente pós-AVC, ultrapassa a dimensão meramente cinemática, pois envolve interação entre mecanismos neurofisiológicos, biomecânicos e ambientais. Estudos longitudinais (Perry & Burnfield,2010; Winstein et al.,2016) demonstram que intervenções cinesioterapêuticas intensivas, conjugadas com feedback extrínseco, ampliam plasticidade cortical e favorecem recuperação funcional sustentada. Nesse cenário, qual proposição sintetiza com maior acuidade o paradigma contemporâneo da reabilitação da marcha em indivíduos acometidos por lesões encefálicas adquiridas?