Em 'Memórias Póstumas de Brás Cubas', Machado de Assis introduz um narrador peculiar: um defunto-autor que decide contar sua própria vida após a morte. Essa escolha narrativa rompe com as convenções da época e permite ao autor explorar a vida de Brás Cubas com uma liberdade ímpar, comentando sobre a sociedade, a hipocrisia e a própria condição humana com um tom irônico e digressivo. A perspectiva única desse narrador, que reflete sobre sua existência e seus feitos de forma desencantada, é um dos pilares da inovação machadiana.