Em uma pesquisa etnográfica sobre processos eleitorais, uma analista identifica que as candidaturas investigadas mobilizam sistematicamente identidades culturais regionais, narrativas sobre medos morais relativos à segurança pública e à família, performances ritualizadas de liderança em comícios e expectativas coletivas sobre transformação social. Ela observa que a dimensão programática das propostas apresentadas está voltada a uma economia simbólica mais ampla, na qual rituais, imaginários e construções de carisma operam como vetores centrais da disputa eleitoral. Sobre a perspectiva analítica mobilizada pela analista, é correto afirmar que