Mulher de 34 anos, natural de região com alta prevalência de febre reumática, procura atendimento por dispneia progressiva aos esforços e palpitações. Relata dois episódios de hemoptise discreta no último mês. Ao exame: ritmo irregular, hiperfonese de B1, estalido de abertura e ruflar diastólico em foco mitral. Há discreta turgência jugular e estertores finos bibasais. A seguir, ECG realizado:


Imagem associada para resolução da questão

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)

Ecocardiograma transtorácico:

Valva mitral com espessamento comissural e fusão comissural;
Área valvar mitral: 0,9 cm2 ;
Gradiente médio mitral: 12 mmHg;
PSAP estimada: 62 mmHg;
Átrio esquerdo aumentado;
Insuficiência mitral discreta;
Escore ecocardiográfico favorável à intervenção percutânea;
Função sistólica do VE preservada.

Foi iniciada anticoagulação adequada e controle de frequência. A paciente permanece sintomática apesar de tratamento clínico inicial.
A próxima estratégia terapêutica mais apropriada é: