Em um grupo terapêutico para adolescentes, uma jovem de 16 anos relata frequentes conflitos com a mãe, descrevendo- -a como “controladora” e “incapaz de entender o que eu sinto”. Ao explorar uma situação recente de discussão, o terapeuta propõe a dramatização da cena com auxílio de outros participantes. Após alguns minutos, interrompe a encenação e solicita à adolescente que continue a cena assumindo a posição ocupada pela personagem materna, reagindo às falas anteriormente dirigidas à mãe. A partir dessa experiência, a jovem passa a reconhecer aspectos emocionais do conflito que antes não havia considerado.

Segundo a teoria e a técnica do psicodrama, a intervenção realizada pelo terapeuta teve como principal finalidade