Nas últimas décadas, duas críticas se consolidaram no campo da Sociologia Ambiental contra explicações genéricas e despolitizadas da crise ecológica contemporânea. A primeira delas questiona a ideia de que a degradação ambiental atingiria a todos os grupos sociais de maneira equivalente, evidenciando que a exposição a riscos ambientais – poluição industrial, resíduos tóxicos, escassez hídrica, eventos climáticos extremos – segue padrões de distribuição desigual associados a marcadores sociais e raciais. A segunda crítica volta-se contra a atribuição da crise climática à humanidade como espécie de forma homogênea e indiferenciada, propondo, em seu lugar, uma explicação centrada na lógica histórica de um sistema econômico específico.

Considerando essas duas críticas – associadas, respectivamente, aos debates sobre racismo ambiental e sobre o conceito de Capitaloceno –, assinale a alternativa correta.