No teatro com atores surdos, a construção da personagem e os processos de improvisação exigem uma abordagem que valorize a visualidade, a expressão corporal e as especificidades da língua de sinais. A visualidade, compreendida como um processo de ensino-aprendizagem do sujeito surdo, envolve a percepção e conceituação do mundo através dos signos visuais, sendo fundamental para a criação cênica.


Sobre a improvisação e a construção de personagem a partir da visualidade e da expressão corporal para surdos, analise as afirmativas abaixo e assinale-as com V (verdadeiro) ou F (falso).



( ) A improvisação e a construção de personagem para atores surdos seguem os mesmos procedimentos utilizados no teatro para ouvintes, com ênfase na entonação vocal, pois a expressão corporal e as expressões faciais são elementos secundários na interpretação.


( ) No trabalho de improvisação e construção de personagem com atores surdos, o corpo e a visualidade assumem papel central, e a expressão corporal e facial são exploradas como elementos narrativos fundamentais, integrados à língua de sinais e à cultura visual surda.


( ) A construção de personagem para atores surdos prioriza a tradução literal de textos orais para a LIBRAS, utilizando a improvisação apenas como aquecimento, sem relação com a criação dramatúrgica.


( ) A improvisação com atores surdos pode ser conduzida prioritariamente em LIBRAS, com os atores surdos como protagonistas do processo criativo, valorizando a expressão corporal e facial como parte integrante da narrativa.


( ) A expressão corporal e facial, no teatro com surdos, tem função meramente estética, não interferindo na construção de personagens ou na narrativa, que é baseada exclusivamente nos sinais da LIBRAS.



A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: