A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA
(1º§) A dignidade é intrínseca: vem do próprio
fato de ser humano, vem de dentro. Não é
concedida – e nem retirada – por ninguém.
(2º§) “Quanto vale o homem / Menos, mais que
o peso? / Hoje mais que ontem? / Vale menos
velho? / Vale menos morto?”, perguntou Carlos
Drummond de Andrade em um de seus
poemas”.
(3º§) A melhor resposta que podemos dar ao
poeta é a de que o homem sempre vale muito.
Cada ser humano, independentemente de
qualquer atributo ou característica (sexo, idade,
raça, religião etc.) ou de qualquer
comportamento que tenha adotado ou venha a
adotar, tem um valor único, um significado que
transcende a sua existência individual e que tem
relevância para todos os demais homens. É isso
que queremos expressar quando falamos em
“dignidade da pessoa humana”.
(4º§) Dignidade é a especial preeminência de
que alguém goza; é seu alto valor, sua nobreza.
Quando falamos de dignidade do homem,
referimo-nos a algo que é intrínseco: vem do
próprio fato de ser humano, vem de dentro. Não
é concedida – e nem retirada – por ninguém:
nem pelos que nos rodeiam, nem pelo Estado,
nem pela cultura, nem pelo consenso social. E
não é coletiva, mas individual: não falamos da
dignidade “da humanidade” em geral, mas de
cada pessoa.
(5º§) Cada ser humano, único e irrepetível, é
digno de respeito. É disso que trata a
Declaração Universal dos Direitos do Homem
quando afirma, em seu artigo 1º, que “todos os
seres humanos nascem livres e iguais em
dignidade e em direitos” e, em seu preâmbulo,
que “o reconhecimento da dignidade inerente e
dos direitos iguais e inalienáveis de todos os
membros da família humana é o fundamento da
liberdade, justiça e paz no mundo”.
(6º§) Não falamos da dignidade “da
humanidade” em geral, mas de cada pessoa. É importante ressaltar que todo ser humano é
único, e singular e digno de respeito.
(7º§) O homem é um ser que sempre está em
busca de algo mais, de algo que o transcenda, o
que o diferencia de todos os outros animais.
(...)
(8º§) O homem é um ser que esquece. Talvez
não se esqueça tão facilmente daquelas
questões mais triviais do dia a dia, mas acaba
se esquecendo das grandes verdades a
respeito de si mesmo. E uma dessas verdades
é sua inviolável dignidade.
(9º§) Um olhar atento às questões diversas
torna-se imprescindível.
(10º§) Esteja atento aos pequenos detalhes.
Organize a trivialidade de sua vida. Busque a
dignidade dignamente e se inclua entre os seres
dignos!
(...)
(In: Gazeta do Povo) – (Adaptado)
(https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/nossas-conviccoes/a-dignidade-da-pessoa-humana
0kzt1kd1yzf7c8zsi0b4xkbh0/) – (Acesso 21.01.2024)