A maioria da população negra ainda vive em situação de
vulnerabilidade social, suscetível a mortes violentas, a
agressões e abusos de autoridade. As políticas públicas
não só desconsideram as especificidades raciais, como
reproduzem práticas discriminatórias arraigadas nas instituições. São operações anônimas que perpassam as
relações institucionais e que não podem ser atribuídas
ao indivíduo isoladamente, configurando-se como racismo institucional. Nesse sentido, é correto afirmar que o
racismo institucional possui duas dimensões interdependentes e correlacionadas: a político-programática e a das
relações