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responder à questão.
Com
mais idosos, será preciso fortalecer o SUS
Dados
recém-divulgados pelo IBGE mostram que os brasileiros têm destinado parcelas
crescentes de sua renda a serviços de saúde e medicamentos nos últimos anos,
uma tendência previsível com a transformação demográfica e o envelhecimento da
população.
A
despesa pública e privada do país com tal finalidade somou 9,7% do Produto
Interno Bruto em 2021, ante 8% em 2010. A expansão deve continuar nos próximos
anos, visto que em países mais desenvolvidos e com maior proporção de idosos
entre os habitantes, como Alemanha, França e Reino Unido, o índice chega a 12%
ou mais.
Por
aqui, o aumento dos gastos no período se concentrou nas famílias – de 4,4% para
5,7% do PIB. Já os desembolsos dos governos federal, estaduais e municipais
passaram de 3,6% para 4% do produto.
Os
números refletem o sistema híbrido de financiamento da saúde que, na prática,
desenvolveu-se no Brasil. Embora disponhamos de um sistema público universal de
atendimento, o que sem dúvida é uma conquista civilizatória, estamos longe de
poder abrir mão dos recursos privados.
Será
necessário fortalecer o SUS para fazer frente à alta esperada da participação
de idosos na população. Hoje, homens e mulheres com idade acima dos 65 anos
representam perto de 11% dos brasileiros; projeta-se que o patamar de 20% será
ultrapassado em 2050, e o de 30% estará próximo em 2070.
No
atual cenário de penúria orçamentária, não há como pensar em um aumento rápido
e vigoroso dos recursos do SUS. A longo prazo, será preciso rever prioridades e
conter outras despesas para viabilizar maior atenção ao setor.
(Editorial.
Folha de S.Paulo, 07.04.2024. Adaptado)