Leia o texto para responder à questão.
A velha
A velha era felicíssima. Pois não é verdade que tinha uma
boa vida e nada lhe faltava?
Só nessa manhã tinha encontrado um lugar vago num
banco de jardim, nem demasiado à sombra nem demasiado
ao sol, o elétrico não vinha excessivamente cheio e também
conseguiu lugar, o padeiro disse-lhe bom dia com um ar tão
simpático, quando ela deixou em cima do balcão o dinheiro
de três carcaças, e o empregado da mercearia ficou a conversar depois de lhe dar o troco e perguntou-lhe se gostava
daquela nova marca de café.
O mal de muita gente era não saber dar o devido valor
às coisas. A maioria esbanjava tempo e felicidade, da mesma forma que esbanjava dinheiro. Se se fosse a ver, poucos
sabiam aproveitar o que tinham. Por exemplo, não aproveitavam a água quente, que ficava nos canos depois de se ligar o
gás e de a água aquecer, não se lembravam de apagar logo
as luzes do teto quando passavam de um quarto para outro,
nem desligavam os queimadores do fogão um pouco antes
de a comida estar pronta. Sim, quantos faziam isso? E depois
admiravam-se de o dinheiro não chegar ao fim do mês.
(Teolinda Gersão, “A velha”. Em: Massaud Moisés.
A Literatura Portuguesa Através Dos Textos. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a colocação pronominal
está em conformidade com a norma-padrão.