LÍNGUA PORTUGUESA NO ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS: PRÁTICAS DE
LINGUAGEM, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES
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“No componente Língua Portuguesa, amplia-se o contato dos estudantes com gêneros textuais
relacionados a vários campos de atuação e a várias disciplinas, partindo-se de práticas de linguagem
já vivenciadas pelos jovens para a ampliação dessas práticas, em direção a novas experiências.
Como consequência do trabalho realizado em etapas anteriores de escolarização, os
adolescentes e jovens já conhecem e fazem uso de gêneros que circulam nos campos das práticas
artístico-literárias, de estudo e pesquisa, jornalístico-midiático, de atuação na vida pública e campo da
vida pessoal, cidadãs, investigativas.
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No âmbito do Campo artístico-literário, trata-se de possibilitar o contato
com as manifestações artísticas em geral, e, de forma particular e especial, com a arte literária e de
oferecer as condições para que se possa reconhecer, valorizar e fruir essas manifestações. Está em
jogo a continuidade da formação do leitor literário, com especial destaque para o desenvolvimento da
fruição, de modo a evidenciar a condição estética desse tipo de leitura e de escrita. Para que a função
utilitária da literatura – e da arte em geral – possa dar lugar à sua dimensão humanizadora,
transformadora e mobilizadora, é preciso supor – e, portanto, garantir a formação de – um leitor-fruidor,
ou seja, de um sujeito que seja capaz de se implicar na leitura dos textos, de “desvendar” suas múltiplas camadas de sentido, de responder às suas demandas e de firmar pactos de leitura. Para
tanto, as habilidades, no que tange à formação literária, envolvem conhecimentos de gêneros
narrativos e poéticos que podem ser desenvolvidos em função dessa apreciação e que dizem respeito,
no caso da narrativa literária, a seus elementos (espaço, tempo, personagens); às escolhas que
constituem o estilo nos textos, na configuração do tempo e do espaço e na construção dos
personagens; aos diferentes modos de se contar uma história (em primeira ou terceira pessoa, por
meio de um narrador personagem, com pleno ou parcial domínio dos acontecimentos); à polifonia
própria das narrativas, que oferecem níveis de complexidade a serem explorados em cada ano da
escolaridade; ao fôlego dos textos. No caso da poesia, destacam-se, inicialmente, os efeitos de sentido
produzidos por recursos de diferentes naturezas, para depois se alcançar a dimensão imagética,
constituída de processos metafóricos e metonímicos muito presentes na linguagem poética”.
(BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018, pp. 136 e 138.
Disponível em: . Acesso em 27 abril de 2023)