Uma mulher de sessenta e nove anos de idade procurou
atendimento médico na unidade básica de saúde (UBS)
queixando-se de dor na coluna. Ela é tabagista desde 1980,
hipertensa desde 2000, diabética desde 2007, tem constipação
intestinal crônica desde a infância e osteoartose na coluna
desde 2010. A paciente, que se encontra em acompanhamento
com cardiologista e endocrinologista, informou que fazia uso
de enalapril 20 mg, 2 vezes ao dia, hidroclorotiazida 25 mg/dia,
metformina 850 mg 3 vezes ao dia, ácido acetil salicílico
100 mg/dia, sinvastatina 20 mg/dia, omeprazol 20 mg 2 vezes ao
dia, alendronato 70 mg (semanal), carbonato de cálcio e vitamina
D 2 vezes ao dia. Mostrava certa confusão na tomada de
medicamentos de uso contínuo. A paciente relatou que sentia
dor nas costas havia quinze anos, mas que havia três dias houve
piora devido ao aumento de carga de trabalho. Para aliviar a dor,
ela fez uso de diversas medicações (dipirona, paracetamol,
diclofenaco, nimesulida, naproxeno). A paciente teve diagnóstico
de osteoporose na coluna, mas nega ter realizado o exame
densitometria óssea. No exame físico, a paciente apresentou PA:
165 mmHg × 100 mmHg; peso: 69 Kg; estatura: 1,61 m; dor
(nota 6) localizada na região lombar a movimentação passiva,
sem limitações ou sinais de gravidade e lombalgia crônica
agudizada. Foi indicada à paciente terapia com dipirona 500 g
de 6 em 6 horas, mais ciclobenzaprina 5 mg de 6 em 6 horas
por 5 dias, além de orientações de repouso por curto período
e suspensão de agentes anti-inflamatórios não esteroides (AINE).
Por fim, a paciente foi orientada a retornar para acompanhamento.
Com base no caso clínico apresentado, julgue os itens a seguir.
No caso dessa paciente, uma questão clínica poderia ser
estruturada por meio do sistema PICO para a busca de
evidências clínicas, da seguinte forma: P — pessoas idosas;
I — lombalgia crônica agudizada; C — melhora com
analgésico comum isolado e O — melhora com analgésico
comum associado à miorrelaxante.