Uma paciente de 80 anos com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) avançada e insuficiência cardíaca congestiva está hospitalizada devido a uma exacerbação. Sua pontuação na Palliative Performance Scale (PPS) é de 40%. Na avaliação inicial, ela apresenta dispneia intensa (grau 5 na mMRC) e relata que sua maior prioridade é manter a independência para se alimentar, afirmando: "se eu não puder nem levar a comida à boca, sinto que perdi minha dignidade". Durante a observação da atividade de alimentação no leito, você nota que, após três colheradas, a saturação periférica de oxigênio (SpO2) cai de 94% para 88% e a frequência respiratória aumenta significativamente, retornando aos valores basais após um período de repouso.

Qual deve ser a conduta do terapeuta ocupacional para equilibrar a segurança clínica da paciente com o forte desejo de independência e de preservação da identidade ocupacional?