Comunicação no trânsito é fundamental
Sou da comunicação. Amo rádio e tenho uma paixão por
televisão. Também sou o "carpinteiro" que, por ter como
únicas ferramentas o martelo e o serrote, pensa que
todos os problemas são prego e madeira. Analogias à
parte, vejo o mundo pela ótica da educação e da
comunicação. Eis minhas ferramentas. Dedico-me
integralmente aos assuntos que interligam valores,
conhecimentos e comportamentos. Eis minha oficina
cheia de pedaços de madeira pedindo aparos e pregos à
espera de marteladas.
Neste cenário, saltam aos olhos os tropeços que todos
vivenciamos nesta jornada de uma humanidade que
ainda perde a saúde, a qualidade de vida e até encontra
antecipadamente a morte por motivos toscos. De todas
as barbaridades que ainda nos permitimos, como
sociedade, penso que posso ajudar com algumas
marteladas nas áreas de promoção à saúde, segurança
no trabalho, meio ambiente e, claro, trânsito. O que eles
têm em comum? Todos podem melhorar muito com a
melhora da percepção de riscos e com educação. E tudo
começa com uma melhora na comunicação.
Um dos maiores problemas que enfrentamos no trânsito
é a intolerância, geralmente resultante de uma
combinação do perfil de cada pessoa com o tanto que
ela sabe, ou pensa que sabe. As pessoas, no geral,
subestimam os perigos potenciais do trânsito. Não existe
segurança absoluta quando o assunto é mobilidade, já
que o trânsito é um imprevisível festival de diversidades.
Perceber, reconhecer e respeitar isso é fundamental
para a segurança. Ah, como faz falta a educação para o
trânsito!
Por fim, agradeço a todos, jornalistas ou não, que
dividem comigo a tarefa de "serrar e pregar" mais
comunicação e educação para o trânsito.
MARIANO, Celso. Comunicação no trânsito é fundamental - III. Portal
do Trânsito, Curitiba, 28 jun. 2016. Fragmento adaptado. Disponível
em:
https://portaldotransito.com.br/opiniao/comunicacao-no-transito-e-funda
mental-iii. Acesso em: 25 jul. 2026.
No primeiro parágrafo, o autor se apresenta como o
"carpinteiro" que, "por ter como únicas ferramentas o
martelo e o serrote, pensa que todos os problemas são
prego e madeira" e, logo em seguida, afirma: "vejo o
mundo pela ótica da educação e da comunicação. Eis
minhas ferramentas". Considerando o conjunto do artigo,
conclui-se que essa comparação revela que o autor: