O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A Geração Z superou a obsessão dos millennials pela extrema magreza,
mas agora tem seu próprio problema: medo de envelhecer.
Setenta e nove por cento dos jovens já usam produtos antienvelhecimento,
apesar de não precisarem deles. Esse comportamento tem sido explorado tanto
pelos algoritmos das redes sociais quanto pela indústria cosmética.
Se há algo que podemos agradecer à Geração Z é ter dado uma reviravolta
no discurso do body positive para fazer com que criticar o peso alheio
se tornasse um tabu. A obsessão por tamanhos pequenos, que durante os anos 2000
virou um grave problema de saúde em todo o mundo graças ao impulso dos millennials,
desapareceu quase por completo do nosso dia a dia. Lamentavelmente, os jovens
da Gen Z preencheram esse vazio com uma nova obsessão.
Obcecados pela gerontofobia, o medo de envelhecer, a Geração Z
impulsionou uma obsessão pelo cuidado da pele que, ainda mais reforçada pelos
filtros das redes sociais, acabou desaguando no que especialistas passaram a
chamar de cosmitorexia. Diferentemente dos transtornos de comportamento
alimentar do passado, a mudança levou esses jovens a comprar e consumir
produtos cosméticos de forma compulsiva.
Não ajuda que os algoritmos das redes sociais tenham visto uma verdadeira
mina de ouro nas rotinas de beleza com dezenas de potinhos coloridos cheios de
cremes e séruns. Tampouco ajuda que, sob esse mesmo discurso, a indústria
cosmética esteja impulsionando o termo "prejuvenation" para
vender a ideia de que precisamos cuidar de rugas e imperfeições muito antes de
elas aparecerem.
No pior dos casos, o fenômeno deu origem ao que ficou conhecido como Sephora
Kids, uma legião de jovens e pré-adolescentes que utilizam cosméticos
antienvelhecimento de um jeito claramente insalubre. Estudos como o da Yale
Medicine alertam que o uso de certos ingredientes, como retinol ou vitamina
C, em peles ainda em desenvolvimento, longe de evitar que pareçam envelhecidas
no futuro, na verdade, pode acelerar o processo.
São mencionados produtos de renovação celular que, embora possam auxiliar
adultos a conferir à pele uma aparência menos envelhecida, podem, quando
utilizados por pessoas jovens e em altas concentrações, provocar queimaduras,
dermatites e eczemas crônicos, em razão da maior facilidade de absorção
decorrente da menor espessura da pele.
O fato de 79% dos jovens entre 7 e 17 anos terem recorrido a esse tipo de
produto depois de vê-lo nas mãos do influenciador da moda só evidencia que
transformar a pureza da pele em um símbolo de status social está longe de ser
um comportamento saudável nessas idades. Isso é ainda mais preocupante,
considerando que as impurezas, rugas e pelos permanecerão.
https://www.xataka.com.br/ciencia/a-geracao-z-superou-a-obsessao-dos-millennials-pela-extrema-magreza-agora-tem-seu-proprio-problema-medo-envelhecer-adaptado
"Se há algo que podemos agradecer à Geração Z é ter
dado uma reviravolta no discurso do body positive para
fazer com que criticar o peso alheio se tornasse um
tabu."
Analise a função sintática do termo 'que' no trecho 'que podemos agradecer' e, em seguida, observe os termos
destacados nas frases a seguir.
I. Vai chover, disse Rita.
II. Faça isto com muito sigilo.
III. A madrinha deixou-a emocionada.
IV. Os estudantes não sabiam que era dia de
apresentação.
V. Meus pais me amam de verdade.
Assinale a alternativa CORRETA em que o termo
destacado exerce a mesma função sintática do 'que' no
trecho apresentado.