Texto CG1A1
O estudo das mudanças climáticas é essencial para a
compreensão dos impactos decorrentes das atividades antrópicas
sobre o sistema climático global, que provocam alterações
significativas nos padrões climáticos, resultantes, principalmente,
do aumento das concentrações de gases de efeito estufa (GEE),
como o dióxido de carbono (CO?) e o metano (CH?). Tais
emissões decorrem de múltiplas fontes, destacando-se a queima
de combustíveis fósseis, o desmatamento e a adoção de práticas
agrícolas ambientalmente insustentáveis.
A relevância desse tema torna-se ainda mais evidente à luz
dos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS)
estabelecidos pela ONU, os quais buscam promover um modelo
de desenvolvimento sustentável em escala global. Nesse
contexto, o ODS 13 — ação contra a mudança global do clima —
destaca a necessidade de incorporação de estratégias de
mitigação e adaptação às mudanças climáticas nas políticas
públicas e nos processos produtivos e socioeconômicos.
Ademais, os efeitos das mudanças climáticas repercutem
diretamente em outros ODS, como a erradicação da pobreza
(ODS 1), a segurança alimentar (ODS 2) e a promoção da saúde e
do bem-estar (ODS 3), o que evidencia a natureza transversal das
questões climáticas e sua estreita relação com o desenvolvimento
sustentável.
As mudanças climáticas são impulsionadas por uma
combinação de fatores naturais e antrópicos — feitos pelo ser
humano ou resultantes de suas ações —, sendo as atividades
humanas as principais responsáveis pelo aquecimento global
observado nas últimas décadas.
Gases como dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e
óxidos de nitrogênio (NOx) são fundamentais para o crescimento
do efeito estufa, um processo natural que mantém a Terra
aquecida. No entanto, as concentrações desses gases aumentaram
significativamente devido a atividades humanas como a queima
de combustíveis fósseis, processos industriais e processos ligados
à agricultura ? um crescimento que resulta em desequilíbrio e
intensifica o aquecimento global.
O desmatamento, especialmente em florestas tropicais,
contribui para as mudanças climáticas ao reduzir a capacidade de
absorção de CO2 pelas árvores. Além disso, a conversão de áreas
florestais em terras agrícolas ou em concentrações urbanas libera
o carbono armazenado no solo, agravando ainda mais o
problema.
A expansão urbana desordenada, frequentemente
conduzida sem o devido planejamento, tem provocado o aumento
das emissões de gases de efeito estufa (GEE). Esse processo de
urbanização também intensifica o consumo de energia, o fluxo de
veículos e a produção de resíduos, agravando a poluição
atmosférica e a degradação ambiental. Além disso, cidades mal
planejadas tornam-se mais suscetíveis a desastres,
potencializando os efeitos das mudanças climáticas. Esses
impactos recaem de forma desproporcional sobre populações
socialmente vulneráveis, que, em geral, são as que menos
contribuem para as emissões. A escassez de recursos para
adaptação às mudanças climáticas aprofunda as desigualdades
sociais e econômicas, gerando consequências severas para a
saúde pública, a segurança alimentar e o acesso à água.
A compreensão das mudanças climáticas é estratégica não
apenas para a proteção dos ecossistemas, mas também para a
garantia da qualidade de vida das gerações presentes e futuras. A
produção científica e a disseminação do conhecimento técnico
sobre o tema são fundamentais para subsidiar a formulação de
políticas públicas eficazes e fortalecer a conscientização da
sociedade, possibilitando o enfrentamento dos desafios
decorrentes de um sistema climático em contínua transformação.
Nesse contexto, a educação ambiental e técnica assume
papel central na capacitação de indivíduos e comunidades para a
tomada de decisões embasadas em critérios científicos e
socioambientais. A ampliação da consciência quanto à
conservação ambiental, ao uso sustentável dos recursos naturais e
à redução da pegada de carbono favorece a adoção de práticas e
comportamentos alinhados aos princípios da sustentabilidade.
Em síntese, trata-se de um desafio de elevada
complexidade, marcado pela interdependência de múltiplos
fatores, que demanda ações coordenadas em diferentes níveis de
governança. Tal enfrentamento pressupõe o aprimoramento de
políticas públicas, o estímulo à inovação tecnológica e o
fortalecimento do compromisso social em prol de um modelo de
desenvolvimento sustentável.
Internet: www.creasp.org.br (com adaptações).
No segundo período do quarto parágrafo, a expressão “No
entanto” poderia ser substituída, sem prejuízo dos sentidos do
texto CG1A1, por