Por que a voz muda ao longo do tempo?
Se você ligar para alguém por telefone, em poucos
segundos, será capaz de identificar se quem está do outro
lado da linha é uma criança, um adolescente, um adulto
ou um idoso. Por mais que cada voz seja única, todas elas
passam por mudanças ao longo da vida e devem receber
cuidados. Mas por que a voz muda com o tempo?
Em crianças a laringe (estrutura onde ficam
localizadas as cordas vocais) tem um tamanho determinado.
Conforme ela vai crescendo, também aumenta de
tamanho, assim como as cordas vocais dentro dela. Essa
transformação pode ser percebida principalmente durante
a adolescência, quando há o estirão de crescimento, e o
jovem passa pelo processo de “muda vocal”.
Nesse período, os adolescentes costumam ficar
com a voz irregular, ora grave, ora fina. É o resultado da
influência hormonal até que o “instrumento” seja “afinado”,
e a voz se estabilize como a de um adulto.
Com o passar do tempo, no entanto, as cordas
vocais perdem seu vigor assim como o restante dos tecidos
e músculos do corpo. Isso também leva a alterações na voz,
fazendo com que o idoso fale de forma menos potente e,
eventualmente, até trêmula.
Por outro lado, além da ação hormonal e do
próprio envelhecimento, existem fatores ambientais que
podem ser agressivos para a voz. É o caso, principalmente,
do cigarro.
O uso de anabolizantes, sem acompanhamento
médico, também pode afetar a voz, inclusive de maneira
permanente — mesmo após o abandono dos hormônios.
O risco inclui os anabolizantes injetáveis, de via oral ou até
em formato de pomada.
Na terceira idade, porém, é preciso acender o sinal
de alerta frente às alterações na voz. Ainda que elas sejam
comuns, muitas vezes, podem representar um problema
mais grave ou, ainda, resultar em isolamento social.
Para evitar prejuízos à voz, é necessário evitar
ou largar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool;
hidratar?se constantemente; fazer períodos de descanso
da voz regularmente, especialmente quem trabalha com
ela, como cantores, professores e seminaristas; para quem
tem refluxo, evitar alimentos que possam favorecer a
ocorrência da doença, como aqueles muito condimentados,
apimentados, cítricos ou gordurosos.
Internet:<drauziovarella.uol.com.br> (com adaptações).