A costureira das fadas
Depois do jantar, o príncipe levou Narizinho à casa da
melhor costureira do reino. Era uma aranha de paris, que sabia fazer vestidos
lindos, lindos até não poder mais! ela mesma tecia a fazenda, ela mesma
inventava as modas.
– Dona Aranha – disse o príncipe – quero que faça para
esta ilustre dama o vestido mais bonito do mundo. Vou dar uma grande festa em
sua honra e quero vê-la deslumbrar a corte.
Disse e retirou-se. Dona Aranha tomou da fita métrica
e, ajudada por seis aranhinhas muito espertas, principiou a tomar as medidas.
Depois teceu depressa, depressa, uma fazenda cor-de-rosa com estrelinhas
douradas, a coisa mais linda que se possa imaginar. Teceu também peças de fita
e peças de renda e de entremeio – até carretéis de linha fabricou.
Monteiro Lobato. Reinações de Narizinho. São Paulo:
Brasiliense, 1973.