Assino embaixo o abaixo-assinado
Faz poucos dias que numa caminhada pela Redenção um
grupo me abordou para assinar um abaixo assinado pelo fim da
escala 6x1. Assinei, é claro.
Lá assinei de caneta e papel mesmo, mas a maior parte
dos abaixo-assinados, agora, é digital. A essência deles
continua a mesma: reunir um grupo de pessoas numa mesma
causa. É uma ótima ferramenta de exercício da democracia.
Com abaixo-assinados de milhares de assinaturas é possível
fazer pressão nas instituições e promover mudanças
importantes. Petições públicas podem mudar o rumo do país e
se tornar assunto nos corredores do poder.
Por curiosidade fui pesquisar os abaixo-assinados mais
assinados do país!
O líder desse ranking é justamente um abaixo-assinado
em defesa da Amazônia. Foram mais de 6 milhões de
assinaturas num período de 5 anos em que esse abaixo-assinado correu o país.
Os outros populares foram sobre o impeachment da ex-presidente Dilma, contra os aumentos de salários de ministros
do STF e juízes, pela prisão após condenação em 2ª instância.
Temas populares e que também reuniram milhares e milhares
de assinaturas.
Mas será que eles funcionam? Sim, e muito! A
Constituição prevê que um projeto de lei pode nascer de um
abaixo-assinado com pelo menos 1% do eleitorado nacional.
Parece difícil, mas já aconteceu: leis importantes surgiram
assim, como a Lei da Ficha Limpa, fruto de mobilização popular.
O que me chama atenção é que, mesmo com redes sociais
e hashtags, o velho ato de assinar continua sendo poderoso. É
um gesto simples, mas que carrega significado: dizer “eu me
importo”. Quando milhões se unem, governos ou empresas
não podem ignorar. O abaixo-assinado pela Amazônia, por
exemplo, levou mais de 6 milhões de vozes até o Ministério do
Meio Ambiente e abriu diálogo sobre políticas públicas.
Talvez a gente precise resgatar esse espírito coletivo. Não
é só opinião, é ação. Então, se alguém te parar na rua com uma
prancheta ou te mandar um link pedindo apoio, pense duas
vezes antes de ignorar. Pode parecer pouco, mas é assim que
grandes mudanças começam: com uma assinatura.
Autor: Marco Matos - GZH (adaptado)