Crianças pobres envelhecem mais rápido do que aquelas de
famílias mais ricas, segundo estudo
Crianças que crescem em contextos pobres têm mais
probabilidade de envelhecer mais rápido do que aquelas que
nascem em famílias ricas, de acordo com um recente estudo
britânico. Essas desvantagens biológicas exacerbadas pela
desigualdade foram observadas em crianças da Europa entre 6 e
11 anos.
A pesquisa, conduzida por cientistas do Imperial College de
Londres, analisou dados de saúde de 1.160 crianças, de classes
sociais e contextos locais diversos. O estudo se junta a outros que
ajudam a mostrar que desigualdade de renda não é uma questão
puramente econômica, e pode ter impactos na saúde pública.
As crianças europeias foram divididas em três grupos de acordo
com uma classificação internacional de afluência familiar. O
método leva em conta não só a renda dos pais, mas também
contabiliza se a criança tem um quarto só para ela e até o número
de carros por residência. Além disso, os participantes do estudo
providenciaram amostras de sangue e urina.
As amostras de sangue foram usadas para medir a média do
tamanho dos telômeros das crianças nos glóbulos brancos. Essas
estruturas encontradas nas extremidades dos cromossomos
servem para impedir o desgaste do material genético, e vão
diminuindo com as sucessivas divisões das células, que se
multiplicam para regenerar tecidos e órgãos. Eles servem como
biomarcador do envelhecimento.
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