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A história, enfim, produziria um conhecimento dominado pela subjetividade, pela mudança, pela perspectiva, pelo presente, pelo condicionamento pessoal e social. Seria um conhecimento instável, refeito, discutível, inconsistente - seriam interpretações que se sucedem, transitórias e esquecíveis. [...] Mas, se a história é acusada de não produzir um conhecimento objetivo, é preciso então saber: o que seria um "conhecimento objetivo"?

A respeito do conhecimento objetivo, assinale a alternativa incorreta.

Na Antiguidade Clássica, muito ao contrário, a história recente era o foco central da preocupação dos historiadores. Para Heródoto e Tucídides, a história era um repositório de exemplos que deveriam ser preservados, e o trabalho do historiador era expor os fatos recentes atestados por testemunhos diretos. Não havia, portanto, nenhuma interdição ao estudo dos fatos recentes, e as testemunhas oculares eram fontes privilegiadas para a pesquisa. O que alterou esse quadro? Por que, no século XIX, a história recente, então chamada de contemporânea, tornou-se um objeto problemático? (FERREIRA, 2000).


O trecho acima foi escrito pela autora Marieta Ferreira, no artigo “História do tempo presente: desafios”. A respeito dos problemas enfrentados pela História Contemporânea, analise as afirmativas abaixo.


I. Os historiadores profissionais republicanos diziam que a história contemporânea tratava de eventos muito próximos e não era possível separá-la da política, sendo isso, uma das dificuldades.

II. Assim, entendia que só o recuo no tempo poderia garantir uma distância crítica. Acreditava-se que a competência do historiador devia-se ao fato de que somente ele podia interpretar os traços materiais do passado, seu trabalho não podia começar verdadeiramente senão quando não mais existissem testemunhos vivos dos mundos estudados.

III. A história na contemporaneidade não é estudada com caráter cientifico, ela é estudada de forma narrativa para posteriormente a interpretação histórica se sustentar nesse passado.


Assinale a alternativa correta.

Uma memória, involuntária, dependendo de acasos pessoais, não responde às necessidades objetivas da historiografia (Willi Bolle, s.d).


De acordo com a autora Lucilia Delgado, no livro “História oral: Memória, tempo e identidade” um dos maiores desafios para a comunidade de historiadores, antropólogos e sociólogos que reconstroem testemunhos e histórias de vida utilizando a história oral, consiste na definição do que seja a história oral. A respeito da história oral, assinale a alternativa correta.

Observe a figura.


Imagem associada para resolução da questão


O tempo é uma dimensão imanente da existência: dos homens, da natureza, das coisas, do universo. Nada existe, a não ser no tempo e, por isso mesmo, ele nos é inapreensível, impensável, como algo em si. O tempo não existe fora das coisas, externo ao mundo, mas é a sua condição (REIS, 2008).


A charge faz menção ao tempo e à forma de utilização das descobertas materiais. Já o texto, caracteriza a noção de tempo histórico. A respeito do tempo histórico, assinale a alternativa correta.

A valorização do passado, ou do que sobrou dele na paisagem ou nas “instituições de memória” (museus, arquivos, bibliotecas etc.), dá-se hoje de forma generalizada no mundo, refletindo a emergência de uma nova relação indenitária entre os homens e as mulheres do final do século XX e os conjuntos espaciais que lhes dão ancoragem no planeta, sejam eles os Estados-nações, as regiões ou os lugares (ABREU, 1998).


Jacques Le Goff foi um importante historiador francês que trouxe muitas contribuições para o estudo da História. A respeito da valorização atual do passado na visão deste autor, assinale a alternativa incorreta.