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A Guerra Fria foi marcada pela constituição de uma ordem internacional bipolar, na qual Estados Unidos e União Soviética organizaram alianças políticas, militares e econômicas em torno de seus respectivos projetos ideológicos. Nesse período, diferentes regiões do mundo tornaramse palco de conflitos armados que envolveram governos locais, movimentos políticos e interesses externos.

HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX (1914– 1991). São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

No contexto das guerras da Coreia (1950–1953) e do Vietnã (1955–1975), a atuação dos Estados Unidos esteve diretamente relacionada à
A formação territorial brasileira esteve associada a processos históricos nos quais a expansão das atividades econômicas e a incorporação de novas regiões ao circuito produtivo ocorreram em ritmos desiguais, produzindo configurações espaciais heterogêneas. No caso brasileiro, a constituição do território não pode ser compreendida apenas como resultado da expansão geográfica ou da ocupação progressiva do espaço, mas deve ser analisada à luz das relações sociais que orientaram esse processo.

FERNANDES, Florestan. A revolução burguesa no Brasil: ensaio de interpretação sociológica. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1975. Adaptado.

A partir das informações contidas no texto e dos conhecimentos sobre a interpretação sociológica do Brasil, a formação territorial brasileira
A colonização do Brasil organizou-se a partir de um sistema produtivo voltado para o exterior, baseado na exploração de recursos naturais e na utilização intensiva de mão de obra. Essa forma de inserção no circuito econômico internacional condicionou não apenas a estrutura produtiva, mas também a ocupação do território, a distribuição da população e a configuração das atividades econômicas no espaço.

PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil Contemporâneo. São Paulo: Brasiliense, 1942. Adaptado.

A partir das informações contidas no texto e nos conhecimentos sobre sistemas produtivos, a organização do espaço no Brasil colonial 
A inserção das economias latino-americanas no sistema capitalista mundial não se limitou a uma especialização produtiva, mas implicou a conformação de uma estrutura de relações econômicas que condiciona suas formas de acumulação e sua posição na economia internacional. Nesse contexto, a divisão internacional do trabalho não apenas distribui funções produtivas, mas redefine os mecanismos pelos quais se reproduzem as assimetrias entre centro e periferia.

MARINI, Ruy Mauro. Dialética da dependência. 1973. Adaptado.

A partir das informações contidas no texto e nos conhecimentos sobre a especialização produtiva dos países no mercado global, a divisão internacional do trabalho
A mobilidade urbana constitui um dos principais desafios das grandes cidades brasileiras, estando diretamente relacionada à forma de uso e ocupação do solo, à distribuição das atividades econômicas e à oferta de infraestrutura de transporte. Estudos indicam que padrões urbanos dispersos e a priorização do transporte individual contribuem para o aumento dos deslocamentos, da segregação socioespacial e dos custos sociais associados à circulação.

IBGE. Arranjos populacionais e concentrações urbanas do Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2015. Adaptado.

Considere que uma metrópole brasileira apresenta crescimento acelerado da frota de veículos particulares, expansão periférica da população de baixa renda e concentração dos empregos em áreas centrais. Diante desse cenário, a gestão municipal pretende reduzir o tempo médio de deslocamento e ampliar o acesso da população ao sistema de transporte.

A aplicação consistente dos princípios de mobilidade urbana nesse contexto implica a adoção de uma estratégia que