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A Unesco publicou em 2025 o relatório intitulado “Informe mundial de la Unesco sobre políticas culturales, la cultura: el ODS ausente”, que inaugurou uma série quadrienal de publicações que apresentam um panorama global das políticas culturais, abrangendo todos os âmbitos da cultura. O capítulo 2 desse informe analisa como a rápida evolução das tecnologias digitais e da inteligência artificial (IA) está transformando profundamente o setor cultural. Essas mudanças redefinem a maneira como a cultura é criada, acessada, compartilhada e consumida, gerando novas oportunidades de inovação e inclusão, mas também riscos e desigualdades.
Entre as oportunidades desse processo, destaca(m)-se
Entre as oportunidades desse processo, destaca(m)-se
A 36a Bienal de São Paulo, intitulada Nem todo viandante anda estradas: da humanidade como prática, propôs repensar a humanidade como verbo, uma prática viva, em um mundo que exige reimaginar as relações, as assimetrias e a escuta como bases de convivência. Um de seus eixos curatoriais teve por base o seguinte poema:
Da calma e do silêncio
Quando eu morder a palavra, por favor, não me apressem, quero mascar, rasgar entre os dentes, a pele, os ossos, o tutano do verbo, para assim versejar o âmago das coisas.
Quando meu olhar se perder no nada, por favor, não me despertem, quero reter, no adentro da íris, a menor sombra, do ínfimo movimento.
Quando meus pés abrandarem na marcha, por favor, não me forcem. Caminhar para quê? Deixem-me quedar, deixem-me quieta, na aparente inércia.
Nem todo viandante anda estradas, há mundos submersos, que só o silêncio da poesia penetra.
Esse poema foi escrito por
Da calma e do silêncio
Quando eu morder a palavra, por favor, não me apressem, quero mascar, rasgar entre os dentes, a pele, os ossos, o tutano do verbo, para assim versejar o âmago das coisas.
Quando meu olhar se perder no nada, por favor, não me despertem, quero reter, no adentro da íris, a menor sombra, do ínfimo movimento.
Quando meus pés abrandarem na marcha, por favor, não me forcem. Caminhar para quê? Deixem-me quedar, deixem-me quieta, na aparente inércia.
Nem todo viandante anda estradas, há mundos submersos, que só o silêncio da poesia penetra.
Esse poema foi escrito por
A exposição A terra, o fogo, a água e os ventos: por um Museu da Errância com Édouard Glissant, realizada pelo Instituto Tomie Ohtake com a curadoria de Ana Roman e Paulo Miyada, apresentou uma proposta de museu em movimento que destaca as relações entre histórias, geografias e linguagens que se tocam e se transformam.
A mostra reuniu a coleção de arte pessoal de Glissant a criações contemporâneas que ressoam com sua visão poética, além de abordar aspectos de seu pensamento, como
A mostra reuniu a coleção de arte pessoal de Glissant a criações contemporâneas que ressoam com sua visão poética, além de abordar aspectos de seu pensamento, como
Uma tendência artística que se desenvolveu entre meados e fim do século 16 (aproximadamente entre 1520 e 1600) caracteriza-se pela ênfase no estilo pessoal do artista, em vez da reprodução fiel da natureza. As obras desse período apresentam figuras alongadas, posturas elaboradas, complexidade compositiva e certo artificialismo, refletindo o gosto pela estilização e pela expressão emocional.
Esse estilo é o
Esse estilo é o
Leia a descrição a seguir:
Esse(a) historiador(a) da arte entende a cidade como a expressão mais completa e complexa da arte humana, pois nela se condensam as formas materiais e simbólicas da vida social. A cidade é entendida, assim, como obra coletiva e resultado da ação humana ao longo do tempo; é o espelho da sociedade, uma vez que nela se materializam estruturas sociais, morais e culturais.
Essas ideias podem ser atribuídas a