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Leia o trecho a seguir.

“O consulado de Havana argumenta que, diferentemente do que ocorreu com a Espanha, o Brasil obteve concessões que permitiram continuar com o tráfico negreiro africano, mesmo após a assinatura do tratado de 1817 para combatê-lo. Os agricultores da Ilha de Cuba, em observação dos passos do Brasil, souberam que ali se multiplicam os engenhos de açúcar e os cafeeiros; e souberam que, como essas propriedades requerem grandes capitais e o Brasil ainda está longe de tê-los, a Inglaterra os tem fornecido por meio de bancos, companhias e casas comerciais. Assim, grande parte das plantações de açúcar, café, algodão e tabaco no Brasil são obras de capitalistas ingleses, sendo, na prática, propriedades britânicas.”


Adaptado de: Archivo Historico Nacional de España, ULTRAMAR,3.

Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que a reação cubana ao tratado firmado entre Inglaterra e Portugal em 1817
Leia o trecho a seguir.

“Joaquim José da Silva Xavier confessa ser quem ideou tudo e afirma que os nacionais dessa América não sabiam os tesouros que tinham e que podiam aqui ter tudo se soubessem fabricar. Passou depois o respondente a falar dos governos, e como vexavam os povos, e que também ele era um dos queixosos, que pelas nações estrangeiras por onde tinha andado, ouvira falar com admiração de não terem seguido o exemplo da América Inglesa; com este dito entrou o respondente a lembrar-se da independência, que este país podia ter, entrou a desejá-la, e ultimamente cuidar no modo, porque poderia isso efetuar-se. Poderia assim suceder que essa terra se fizesse uma república, e ficasse livre dos governos, que só vêm aqui ensopar-se em riquezas de três em três anos, e que as potências estrangeiras se admiravam, de que a América Portuguesa não se subtraísse da sujeição de Portugal. E disse que a nova república que se estabelecesse deveria ter uma bandeira, que deveria ter um triângulo, representando as três pessoas da Santíssima Trindade.”

Adaptado de: Autos de Devassa da Inconfidência Mineira, V.4. Brasília – Belo Horizonte: Câmara dos Deputados – Governo do Estado de Minas Gerais,1982.

Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que o documento sobre a Inconfidência Mineira
Leia o trecho a seguir.

“Minha pesquisa identifica os metalúrgicos negros da Jamaica como autores de uma das inovações mais importantes da Revolução Industrial britânica, a metalúrgica. Historiadores da tecnologia devem deslocar o foco da "inovação" para o "uso". Entre as várias implicações importantes dessa mudança, destacase o potencial de ampliar o escopo da história, indo além das disputas por patentes, geralmente dominadas por grupos hegemônicos, e, talvez, identificar ideias e aplicações verdadeiramente inovadoras com base em seu uso real. Os negros jamaicanos vieram de muitos lugares e experiências diferentes. Estima-se que 75% das pessoas transportadas da Baía de Biafra para as Américas entre 1640 e 1800 foram retiradas de Igboland, a maioria da região norte, mais conhecida pela habilidade na metalurgia.”

Adaptado de Bulstrode, Jenny. Black metallurgists and the making of the industrial revolution, History and Technology,39:1,2023, pp.

Com base na leitura, é correto afirmar que a novidade da abordagem da autora reside em
Leia o trecho a seguir.

“O ministério pombalino constitui um tema incontornável da historiografia portuguesa e internacional. De resto, à imagem do que acontece a outras figuras ligadas ao despotismo esclarecido, existe uma longa tradição de trabalho dedicado ao principal governante do século XVIII português.”

Fonte: Cruz, Miguel da. Pombal e o Império Atlântico: impactos políticos da criação do Erário Régio. Revista Tempo, v.20,2014, p.2.

Com base na leitura, assinale a opção que apresenta corretamente uma medida do Marques de Pombal que reflete seu despotismo esclarecido.
Analise os trechos a seguir.

I. Não havia nenhum único fenômeno cultural da Idade Média que não entrasse no conceito de Renascimento em pelo menos um dos seus aspectos. Gradualmente, tudo o que parecia espontâneo e singular na Idade Média tardia havia sido extraído dali para ser colocado entre as origens do Renascimento. Não havia um final à vista. Num exame mais detido, teria havido de fato qualquer Idade Média?

Fonte: Huizinga, J. Men and Ideas: History, the Middle Ages, the Renaissance. Nova York: Meridian Books,1959, p.264-265.

II. Na Idade Média, as duas faces da consciência, a face objetiva e a face subjetiva, estavam de alguma maneira veladas; a vida intelectual assemelhava-se a um meio sonho. O Véu que envolvia os espíritos era tecido de fé e de preconceitos, de ignorância e de ilusões; o mundo e a história apareciam com cores bizarras; quanto ao homem, apenas se conhecia como raça, povo, partido, corporação, família ou sob uma outra forma geral coletiva. Foi a Itália a primeira a rasgar o véu e a dar o sinal para o estudo objetivo do Estado e de todas as coisas do mundo; mas, ao lado desta maneira de considerar os objetos, desenvolve-se o aspecto subjetivo; o homem torna-se indivíduo espiritual e tem consciência deste novo estado.

Fonte: Burckhardt, Jacob. A Civilização do Renascimento Italiano. Lisboa: Editora Presença,1983, p.107.


Com base na leitura dos trechos, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.

( ) Ambos os trechos, independentemente da periodização adotada, reconhecem o Renascimento como uma categoria histórica significativa.

( ) O trecho I considera que o Renascimento representou uma ruptura radical com a Idade Média, evidenciando a possibilidade de estabelecer fronteiras cronológicas precisas na história.

( ) O trecho II afirma que, no Renascimento, o homem passa a reconhecer-se como indivíduo espiritual e consciente de sua própria subjetividade e fé, em contraste com a Idade Média, quando sua identidade estava ligada aos vínculos coletivos.


As afirmativas são, segundo a ordem apresentada, respectivamente,