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A cinomose canina é uma doença infectocontagiosa que afeta cães causada por um vírus. Ela é altamente contagiosa e costuma acometer cães que ainda não terminaram o esquema vacinal ou que não costumam receber o reforço anual da vacina múltipla. Portando, sobre essa doença, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.
I. Sintomas do cachorro na fase respiratória: tosse, pneumonia em cachorro, secreção no nariz e nos olhos, dificuldade de respirar, febre, cansaço. Cinomose se não for tratada corretamente aqui pode acabar evoluindo para outras fases.
II. Sintomas de cinomose canina na fase gastrointestinal: diarreia, vomito, falta de apetite, dor no abdômen.
III. Sintomas de cinomose canina na fase neurológica: tremores, contrações musculares involuntárias, convulsões, paralisia, alterações de comportamento e dificuldade motora.
IV. Sintomas da cinomose também podem afetar a pele e os olhos do animal, como: pústulas no abdômen, hiperqueratose de coxins e focinho, conjuntivite, lesão na retina.
A criptococose é uma doença classificada como micose sistêmica, causada por fungos do gênero Cryptococcus e que, dependendo do caso, pode matar. As seguintes variantes (var.) do fungo Cryptococcus neoformans são comumente causadoras dessa doença: C. neoformans var. neoformans (C. neoformans) e C. neoformans var. gatti (C. gattii). As manifestações clínicas da doença dependem do estado imunológico de cada indivíduo e do subtipo do fungo em questão. O surgimento de sinais e sintomas ocorre entre três semanas e três meses antes da internação hospitalar. Portanto, analise as assertivas e assinale a alternativa correta de acordo com os sintomas.
I. Criptococose pulmonar: febre, tosse, dor no peito, perda de peso, fraqueza.
II. Criptococose no sistema nervoso central: dor de cabeça, febre, náusea, vomito, confusão mental, rigidez de nuca, alterações de visão.
III. Criptococose cutânea: aparecimento de várias lesões avermelhadas, contendo secreção amarelada no centro, semelhantes a espinhas; aparecimento de erupções cutâneas vermelhas em uma região específica ou por todo o corpo; ulcerações ou massas subcutâneas, semelhantes a tumores.
IV. A criptococose pode atingir qualquer parte do corpo, causando lesões como as oculares e ósseas.
V. Em pacientes imunocompetentes, observa-se meningoencefalite de forma aguda ou crônica, com dor nos olhos e na cabeça, usualmente sem febre ou com quadro febril pouco expressivo, que evolui para dor de cabeça intensa e presença de sinais mais graves, como estrabismo, paralisia facial e cegueira total ou parcial.

Ainda sobre a esporotricose, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa com a sequência correta.


( ) A esporotricose pode ser diagnosticada por meio de uma correlação entre dados clínicos, epidemiológicos e laboratoriais. A confirmação diagnóstica laboratorial é feita por meio do isolamento do fungo obtido de material de biópsia ou aspirado de lesões. Nos casos mais graves, outras amostras, tais como escarro, sangue, líquido sinovial e líquor podem ser analisadas, de acordo com os órgãos afetados.


( ) Técnicas sorológicas são ferramentas diagnósticas que auxiliam no resultado rápido tanto nos indivíduos que apresentam formas clínicas cutâneas quanto atípicas, inclusive manifestações sistêmicas de esporotricose. O resultado negativo em amostras suspeitas afasta o diagnóstico.


( ) O tratamento deve ser realizado antes da avaliação clínica, com orientação e acompanhamento médico. A duração do tratamento pode variar de três a seis meses, ou mesmo um ano, até a cura do indivíduo. Os antifúngicos utilizados para o tratamento da esporotricose humana são o itraconazol, o iodeto de potássio, a terbinafina e o complexo lipídico de anfotericina B, para as formas graves e disseminadas.


( ) A principal medida de prevenção e controle a ser tomada é evitar a exposição direta ao fungo. É importante usar luvas e roupas de mangas longas em atividades que envolvam o manuseio de material proveniente do solo e plantas, bem como o uso de calçados em trabalhos rurais. Os indivíduos com lesões suspeitas de esporotricose devem procurar atendimento médico, preferencialmente um dermatologista ou infectologista, para investigação, diagnóstico e tratamento.


( ) Toda e qualquer manipulação de animais doentes pelos seus donos e veterinários deve ser feita com o uso de equipamentos de proteção individual (EPI). Além disso, animais com suspeita da doença não devem ser abandonados, assim como o animal morto não deve ser jogado no lixo ou enterrado em terrenos baldios, pois isso manterá a contaminação do solo. Recomenda-se a incineração do corpo do animal, de maneira a minimizar a contaminação do meio ambiente e, assim, interromper o ciclo da doença.

A esporotricose humana é uma micose subcutânea que surge quando o fungo do gênero Sporothrix entra no organismo, por meio de uma ferida na pele. A doença pode afetar tanto humanos quanto animais. A infecção ocorre, principalmente, pelo contato do fungo com a pele ou mucosa, por meio de trauma decorrente de acidentes com espinhos, palha ou lascas de madeira; contato com vegetais em decomposição; arranhadura ou mordedura de animais doentes, sendo o gato o mais comum. Portanto, relacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta com relação as principais formas clínicas dessa doença.
1. Esporotricose cutânea.
2. Esporotricose linfocutânea.3. Esporotricose extracutânea.
4. Esporotricose disseminada.
( ) É a forma clínica mais frequente; são formados pequenos nódulos, localizados na camada da pele mais profunda, seguindo o trajeto do sistema linfático da região corporal afetada. A localização preferencial é nos membros.
( ) Acontece quando a doença se dissemina para outros locais do organismo, com comprometimento de vários órgãos e/ou sistemas (pulmão, ossos, fígado).
( ) Quando a doença se espalha para outros locais do corpo, como ossos, mucosas, entre outros, sem comprometimento da pele.
( ) Caracteriza-se por uma ou múltiplas lesões, localizadas principalmente nas mãos e braços.
Sobre profilaxia e controle da Raiva, relacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta.
1. Medidas aplicáveis às fontes de infecção.
2. Medidas aplicáveis às vias de transmissão.
3. Medidas aplicáveis aos suscetíveis.
( ) Cães e gatos com sinais e sintomas de raiva e que sejam, portanto, potenciais fontes de infecção para novos susceptíveis devem ser mantidos em isolamento para observação por até 10 dias e, com a evolução dos sintomas, submetidos à eutanásia.
( ) Fora do meio intracelular e de um hospedeiro, o vírion do RABV (vírus da raiva) é lábil, em função, sobretudo, da desestruturação do envelope e da consequente perda de infectividade. Superfícies contaminadas podem ser desinfetadas com etanol a 70% ou álcool iodado; para materiais médicos como instrumentos cirúrgicos ou de necropsia, a esterilização por calor (autoclave ou forno) é capaz de eliminar a infectividade viral.
( ) A vacinação de cães e gatos a partir de 3 meses de idade, com revacinação anual, foi a medida que historicamente diminui a prevalência de raiva não só nessas espécies de carnívoros domésticos, mas também entre os seres humanos, tendo reduzido consideravelmente a ocorrência de casos humanos de raiva transmitida por esses animais.